A Força do Silêncio
Grito ao vento a urgência de amar,
E a alegria que em mim quer brotar.
Mas por que gritar para o mundo ver,
Se a força real mora no recolher?
Por trás do barulho que
tenta provar,
Há uma fragilidade a se ocultar.
Quem muito precisa de palmas e altar,
Prende-se às correntes do que vão falar.
A autoridade não vive de
brado,
É rio profundo, caminho calado.
A inteligência prefere a escuta,
E a riqueza real dispensa a disputa.
O leão não discursa na
selva deserta,
Sua simples presença é lei que desperta.
A felicidade que nasce no ser
Não busca vitrine para se manter.
Corte as amarras,
recolha a energia,
Abandone o palco da vã hipocrisia.
Pois mais do que a imagem que o mundo reflete,
É o peso do caráter que a alma promete.

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