O poeta de Pirangi

O poeta de Pirangi
O Poeta de Pirangi

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

apoesiaprimaveril

É primavera

Preciso te falar, ante conversas, dizer que te amo,

Sóbrio e capaz, de te ter entre jardins que amanhece

Nos meus sonhos e emoções entre os primeiros raios

Primaveris que se achega agora.

Quando você me quiser venha sem marcar encontro, em botequins,

Joias falsas talvez, entre acasos e ocasos que nos dirá

O próximo passo, talvez dois pra lá dois pra cá.

Largue tudo e venha com o que você pode trazer.

Colocaremos no corredor, entre estradas e dilúvios que talvez

Venha entre megatons e falsas promessas que não finda de nos (des)agradar, para não te deixar antes do verão.

Orquídea negra

Quando você brotou em meu campo,

Semente que colhi entre tantas, quando

O Deus Zeus me disse: Orquídeas, talvez, Heras.

Ventres terrenos, sombras que não te levam a rezar

A Ave Maria, que bendito é o que carregas em seu ventre,

Amém!

Que fala em amor, eterno talvez.

Talvez, você não dançe zabumba e não gosta do balanço

Da folha do coqueiro, que não deixa o sol te queimar em noites

Frias nos dias de verões que virão.

Tamanhos sonhos, som de atabaques que encantarão Dulce,

Dita dos pobres, quando ascende aos céus.

Salve Orquídea negra, agora... Que voa e sonha.

 

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

apoesiaemduaslinguas

Logo, existo


Teceste-me às margens do Almada.

Fizeste-me Ser.

Cobriste-me com o calor do meio-dia,

Amamentando-me com os seios

Da própria terra-mater. Que criastes.

Já não Eu, somos Nós,

Legres, como em contínuas farras de felicidades,

Embriagando-nos de alegria e bem-querer.

Logo, existo.

Uno, no sentido que o Almada escoa

Em noites de paz, não de insônias.

E, ao contemplar o dia raiando que nos atrai.

Para doce Itajuípe banhada, penso

Agora existo...

Eu

Eu queria ser Carlos Drummond de Andrade

                      Vinicius de Moraes

                      Manoel Bandeira

                      Cecilia Meireles ou

                      Boudelaire, para me embriagar de vinhos, poesias

E virtudes.

De repente ouvir uma voz: Seja você mesmo.

Dés lors, j’existe

Jai grandi um les bords de l’Almada

Il m’a fait être

Il m’a couvet de la chaleui de la mi-jouneé,

Je me allaitée ou seir de cette teue,

La meíe qui m’ a élevé.

Déjá, je re suis plus,

Nous sommes hemeux com me lors de fêtes joyeuses,

Nous sommes ivres de banheur et d’envie de faiu

Le bien.

Et j’existe

Uni ã l’Alamada qui coule

Les nuits oú l’insomnie fai place ã la paix,

Ou le scul fai de uou le joui se leuci noús

Alteire vers la douce Itajuipe bougnée par les enchanteresse

eaux du fleuve.

Maintenant j’existe,

Moi

Moi j’aimurais être Carlos Drummond de Andrade

                               Vinicius de Morares

                               Manuel Bandeira

                               Cecilia Meireles

                               Baudelaire

Pow m’enivrer de vins, de póesies

Et de vertus.

Soudair,

Entendre une voix “sois toi. Meme”

 

*Tradução: Patricia Larbowet

apoesiaemalgumlugar

Não apagará


Em algum lugar meu amor, enquanto chegar

Às esperanças da Primavera,

Colocarei uma tiara de flores sobre a sua cabeça,

Cobrirei com as minhas fantasias, colhidas em algum lugar cósmico,

Nas colinas, talvez, aonde há sonhos e tudo o que seu coração pode

Suportar.

Aonde a noite e o dia tenham a mesma duração eterna,

Como o nosso predisposto sentimento, que o tempo

Não apagará.

Espero que Você venha para mim como um vento suave, como um

Lugar ao sol, que de intenso, impede a queda de um anjo ascendente.

Então, minha alma gêmea, você mergulhará em mim, num dia em que a

Primavera romperá o sol da meia noite, quando

Não mais existir ilusões perdidas e nem perdidos ecos.

Estarei nas asas dos escaravelhos do Nilo, que empurra O deus Rá,

Por toda sua trajetória durante o dia, até o entardecer...

Simplesmente por ti

Aprendo na solidão, encontro-me em ti,

Vejo os meus olhos

Que são os teus, coberto em sonhos,

Utopias talvez.

Gostaria de beijar os seus olhos que não são os meus,

Entre estrelas e o

Futuros que você abraça diariamente.

São vidas, amores passados e revividos pelo seu coração

Que não é o meu,

Que não se curva, na curva do rio que te lava,

Harmonicamente quando você

Sonha por mim.

Bebo na tua fonte e abraço os teus braços, sonhando com os teus

Lábios que em idade tenra ou eterna irei beijar-te,

Tu me beijarás por esses amores, que brotam de ti,

Procurando por mim,

Talvez.

Percorro distâncias, na Palestina dos Anjos, aonde você não

Encontra-me.

Logo que agora te beijo, batom de luz, trago em sua boca o amor

Que tenho

Simplesmente por ti, olhos negros que um dia advir.

terça-feira, 19 de setembro de 2023

apoesiadoreencontro

Almas gêmeas

Para Você Amorzinha


Se Non Avessi Più Te

Se não houvesse você não amaríamos em signos opostos.

Eu libriano e você capricorniana.

Éramos andarilhos e busca de horizontes diferentes e

Por isso nunca nos cruzamos ou entrelaçamos os nossos dedos

Em união

Caminhávamos em estradas sem retornos.

Caminhamos juntos após um reencontro nunca

Esperando que fosse acontecer talvez no passado

Juramos fidelidade perante o altar do nosso Criador

Que nos viu vestidos, Eu de preto (azul) e Você

Toda de branco jurando um amor eterno.

Eu beijando as tuas mãos, amorzinha,

Que agora beijo, não como um sonho real

Que nos unem em prelúdios que nos antecederam.

Agora somos reais.

Eu beijando as tuas mãos, amorzinha

Fazendo-te carinhos

Amando-te mais que a minha vida!

Sim, eu te amo mais que a minha vida!

(Finalmente)

Eu quero para mim os teus carinhos

Sim, Eu te amo mais que a minha vida!

Amorzinha! Agora somos almas gêmeas resgatadas

Pelo tempo que conspirou para sermos reais e

Eternos no tempo sempre a nos amar!

apoesianumerica

Números


Fiquei louco de amor pra somar sem dividir,

Pensei no "MDC", Máximo

Divisor Comum, que Raul Seixas,

Já cantava em uma bela canção, agora te decifro,

Não és uma esfinge, corpo ardente esperando

Conseguir a minha alma, quando nunca.

Terás o meu corpo não insone, em pleno

Fogo em Sodoma, talvez em Gomorra que

Consumirá-nos.

Somos números, apenas.

Mandrágora

Flor incessante incendeia-me nesta noite que

Se aproxima para unir os nossos corpos salientes

Sem subterfúgios aparentes ou dormentes,

Ante almas que não nos completa mas nos unem,

Por amor, entre fases das luas de setembrina,

Que nos bronzeiam em pleno equinócio, sobre

As pedras do sétimo livro, de Vênus, que nos despe

Entre o poente e o nascer da lua de mandrágora, flor que

Faz-nos renascer entre lençóis e a paz que invadem

Os nossos corações tilintantes como taças de vinhos tintos,

Repletas do amor que sai de mim para entrar em você.

 

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

apoesiaparaosouvidos

Ouvirei-te


Ouvirei-te no primeiro

Cantar dos pássaros,

No início da manhã,

Como se não houvesse

Amanhã.

Acordo com os seus acordes,

Só antes, só.

Antes do primeiro beijo,

Ante o início

Da madrugada que incorporaram

Os nossos

Corpos, mais uma vez.

Amarei-te ao som de Pepino de Capri, entre

Doses de Campari com Martini's.

Ouvirei-te no último bar ouvindo: Hotel

Califórnia, surfando nas asas do Eagles.

Depois Correremos entre areias e ondas, braços

E abraços como

O Rio Almada, encontrando o mar.

Neorrealismo

O meu amor tentou matar o

Meu espírito, mas quase matava o meu corpo

Que ainda vive, talvez infeliz.

Ótimo este sentir que vivo apesar de

Você, amanhã o meu amor talvez seja

Ainda seu!

Vejo-te entre o nascer e o pôr-do-sol que

Agora os sinos dobram na Matriz, Bendito

Seja Deus!

Envolvo-me entre ondas, que copiosas te

Possuem na imensidão do sol que nos

Bronzeiam, entre nuvens cálidas e

Sublimes que nos iluminará.

Somos nós neste neorrealismo

Que nos fará amar.

Sou o seu novo, talvez, o seu

Novo sonhar.

Somos agora realistas, somos?

Inclinações

Os seus olhos, cabelos revoltos, lingeries de cor rosa,

Perfeita não constatando com a cor dos seus olhos

Que não me fitam agora.

Sozinho, agora tergiverso entre essas linhas que expressa você,

Rosa ávida, luz de primeira hora, gotas de orvalho

Que embaça o seu RayBan, verde ou marrom talvez,

Num final de tarde de setembro, entre o céu e o cor rosa

Que sempre te cobrirá na primavera que chega tendenciosa

Para nós encontrar.

Insinuações a parte.

Hoje

Seja onde for a minha pele hoje não tem cor,

Eu preciso eu preciso de você pra entrar na dança

E não sair.

Lá onde eu te encontro, entre estrelas e prazeres,

Sem entender talvez um dia entre fantasias que me envolverá na hora do silêncio que nos faz falar.

Agora, sim vou fechar o livro que aprendi como te amar

Mais e mais, precisando muito de você, precisamos muito

Eu de você e você de mim, não obscuro, pois

O tempo da rosa de cor branca que você aspira

Chega quando sonho com você.

Ah, essa falta que o seu corpo faz, desde o ontem, pois o hoje

Acaba de chegar, entrelinhas e o tempo e o vento

Que sibila sobre o seu olhar de musa.

Evidente que és neste amanhecer que amanheceu.

Deixe-me estar

É Primavera,

As páginas estão separadas para serem prensadas,

Na fornalha quente e febril,

Como num real desejo, que se expande entre o vazio

Do ontem e o preenchido hoje, banhado.

Pelos raios do sol que ilumina os nossos rostos e

Almas sedentas, pelo amanhã que advir.

Os nossos lagos ainda estão derretidos,

Embora no escuro, toda a água verde que ainda está

Por vir, eu não acho que possa levá-la.

Lembro-me do vestido vermelho e negro,

Enfeitado como ondas, indo e vindo entre

O devanear da luz e os sonhos pueris da lua que inundavam

A minha mente, que exorbitava entre o vadiar

E o ressumar, quando havia uma nova canção no ar

Dedicada a você.

Hoje esperando você olho para o sol

Meditando, sobre os amores que tive e

Depois de todos os amores da minha vida

Que tive de deixar, concluo que você ainda vai ser

A única que adorarei,

Vendo em seus olhos as coisas que eu desejo,

Transmutando

O fluxo de paixão, como as artérias dos rios universais,

Que singra

Através dos céus, brilhando no escuro, observando

Calmamente as águas passar, libertando esse amor encravado

No meu coração que exclama...

Novamente:

“Deixe-me estar”

Realmente, ainda há uma luz que brilha em mim!!!

domingo, 17 de setembro de 2023

apoesiacomsilencio

Silêncio


Existe silêncio quando as suas ruas impávidas

Contemplam a madrugada esperando o dia que se anuncia?

A casa ficou vazia de rumores

Esperando as noticias dos jornais

Fértil das mazelas que corrompem a humanidade torpe.

Existe silêncio quando abro as folhas

Existe silêncio forte depois de um abandono

Que se apagam até no sono

Silencioso que o tempo que se soma... Sem você.

Com a música disparada

Nas orelhas

Quando olhei para o céu

Não tinha mais cores nem no infinito...

E desorientado e curioso

Quase me perdi distraído

Para não ter medo do silêncio.

Caminhei e transpirei muito

Até tremer.

Senti em mim

Coragem e continuei

Perdido ou roubado pelo tempo

Com os olhos baixos que esperavam o amanhecer

Sentindo a paz e contente que seja

Agora.

Sem ter medo do silêncio.

Para não ter medo de viver sem você.